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Esteticamente eles são iguais. Quem olha por fora não imagina a diferença entre os carros “antigos” e o carro do futuro, ecologicamente correto. Discretas placas solares estrategicamente posicionadas nos veículos otimizam a absorção da energia solar e garantem um desempenho brilhante para a nova frota de carros “verdes”, que – no futuro desejável – serão verdadeiros objetos de desejo de homens e mulheres de diferentes idades.
Meu futuro desejável não disponibiliza espaço para automóveis. Além de poluir as cidades e atrapalhar o fluxo das ruas, eles ainda afastam as pessoas. No meu futuro só há espaço pro coletivo. E a fumaça cinza monocromática exalada pelos carros seria substituída pelas explosões de cores de alegria que passariam a dominar a cidade.
Uma das atividades mais produtivas, pra mim, é a leitura. Porém, os livros nem sempre são práticos o suficiente e folhear um bom livro dentro de um ônibus, por exemplo, pode se tornar uma manobra de alto risco. Portanto, a minha invenção para o futuro desejável é o livro digital. Nele, se você não soubesse o significado de uma palavra, basta apenas passar o dedo sobre ela e o significado logo lhe será revelado na tela desse “computador”. Além da…
No meu futuro desejável existirá uma bolsa de valores mundial, que controlará as bolsas de valores de todos os países, promovendo um comércio justo e impedindo a exploração de uma nação pela outra, além de facilitar a exportação e importação de produtos. Como se não bastassem todas essas vantagens, essa bolsa de valores mundial evitaria ainda situações caóticas como a crise econômica que agora paira no ar.
Refletindo sobre o futuro que desejamos, percebemos que mudanças em diversos planos seriam necessárias. Não há uma alteração pontual que faça o mundo um lugar melhor. Achamos que é preciso repensar e reestruturar muitas coisas no aspecto educacional, na organização social e até mesmo nos espaços coletivos, que deveriam ser mais bem aproveitado. Mas em geral, notamos que há uma coisa vital para que o futuro desejável se realize: “apagar” o pensamento…
Igualdade, respeito e tolerância são algumas das coisas que jamais poderiam faltar no nosso futuro desejável. Se pudéssemos mudar algo para concretizarmos o sonho do mundo melhor, faríamos o seguinte: extinguiríamos a indústria armamentista, daríamos pleno e igualitário acesso à educação e lazer, empregaríamos todos os cidadãos, distribuiríamos a renda de forma justa e marcaríamos o percentual das riquezas de acordo com o trabalho.
Se pudéssemos resumir o nosso futuro desejável em uma linha, o faríamos da seguinte forma: fim dos julgamentos. Para isso, acabaríamos com todos os tipos e definições que separam as pessoas em grupos, como a religião, o status, a cor, a posição geográfica em que nasceu/reside, aptidões políticas ou qualquer outro aspecto que sirva para segregar ainda mais a raça humana.
Desejamos um futuro onde a mídia escrita seja dominada pelas boas notícias, onde as redes de blogs ganhem mais espaço e credibilidade, e onde a disseminação boca a boca de conteúdo seja retomada. Pode ser que a agilidade da comunicação seja prejudicada, é verdade, mas pelo menos assim o processo ficaria mais humano (e divertido, confessemos!).
No futuro que nós desejamos, cada comunidade, escola, condomínio e centro comunitário devem incentivar e promover a construção de jogos e brinquedos a partir do material reciclado pela própria comunidade. Dessa forma, ensinaremos os valores da cooperação, da negociação construtiva, da criatividade, da motivação e da realização.